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12 de dez. de 2010

A infoguerra já tem seu primeiro wiki-mártir?


A infoguerra já tem seu primeiro wiki-mártir?


Julian Assange, fundador do WikiLeaks, virou provavelmente o primeiro homem caçado pela Interpol por não ter usado camisinha

10/12/2010

Há uma semana, na sexta-feira dia 3 de dezembro, a organização WikiLeaks sofria o mais duro golpe desde que começara a publicar em seu site os segredos – uns inconfessáveis, outros não tão secretos assim – da diplomacia norte-americana.

Naquele dia, o WikiLeaks, o site, chegou a ficar seis horas fora do ar por ação de hackers que, das duas, uma: ou gostam muito de guardar os segredos alheios ou foram recrutados pelos EUA a peso de ouro. A ação, ou melhor, a ciber-reação contra o WikiLeaks foi tão pesada que o site teve que mudar de endereço para voltar a estar disponível na web com todas as suas… altas indiscrições, por assim dizer.

No calor daquela queda de braço à distância, sem músculos, punhos cerrados ou olho no olho, mais precisamente às 7:32h daquele 3 de dezembro, um velho guru da internet (se é que os gurus da internet podem ser tão velhos assim) cantou a pedra sobre o que estava acontecendo no mundo exatamente naquele momento.

John Perry Barlow escreveu a seguinte mensagem em sua página no Twitter: “A primeira infoguerra pra valer já começou. O campo de batalha é o WikiLeaks. Vocês são os soldados”.

E ele tinha razão. Nos dias subsequentes à já célebre tuitada de Barlow, o cerco ao WikiLeaks se fechou: o site foi expulso do servidor norte-americano Amazon, as operadoras de cartão de crédito Visa e Mastercard cancelaram as contas de doações online por onde a organização captava recursos para se manter e, por fim, o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, entregou-se à polícia em Londres após a emissão pela Interpol de uma ordem internacional de prisão contra ele referente a uma acusação de “crime sexual”.

Matar o mensageiro

O curioso é que a Mastercard e a Visa continuam intermediando o recebimento de doações à Ku Klux Klan (http://www.inquisitr.com/92447/ku-klux-klan-i-okay-wikileaks-is-bad-says-mastercard-and-visa/), famigerada organização racista norte-americana, o que indica que a rejeição das duas operadoras ao WikiLeaks não é propriamente moral.

Além disso, uma das duas amigas que foram à polícia dar queixa contra Assange por ele ter feito sexo com elas sem preservativo – queixa estranhamente prestada só dez dias depois de o “crime” ter acontecido – publicou em janeiro deste ano no seu blog um post intitulado “Sete passos para uma vingança judicial”, um guia sobre como incriminar alguém usando acusações ligadas ao sexo. A autora do manual de vingança sexual é colaboradora de sites financiados pela Usaid, agência do governo dos EUA ligada ao Departamento de Estado norte-americano.

O fato é que o WikiLeaks, hoje, já tem mais de 200 endereços online diferentes para se esquivar dos ataques que vêm sofrendo, bem como seu fundador até pouco tempo atrás não podia dormir duas noites no mesmo endereço físico. Agora, parece ter fixado residência na cadeia.

Com a infoguerra declarada, um dos coletivos de hackers mais temidos do mundo, o Anonymous, usou a tuitada de John Perry Barlow como epígrafe de um manifesto lançado na última quarta-feira, 8, conclamando todos a aderirem à “Operação Vingar Assange”, nem que seja votando para que o fundador do WikiLeaks seja escolhido o “Homem do Ano” pela revista Times.

Em mensagem publicada no WikiLeaks pouco antes de se entregar, Assange reclama da anuência do seu próprio país à perseguição movida pelas potências contra si. Ele diz que o governo da Austrália “está tentando atirar no mensageiro porque não quer que a verdade seja revelada, incluindo informações sobre as suas próprias negociações diplomáticas e políticas”.

Na mesma carta, Assange diz que os políticos “entoam o coro falso” do Departamento de Estado dos EUA: “Você colocará vidas em risco! Segurança nacional! Você colocará em perigo os nossas soldados!”.

Caro leitor,

Você acha que Assange e o WikiLeaks estão tornando o mundo um lugar menos seguro ou prestando um serviço à sociedade?

Como você classificaria Julian Assange: herói, vilão, anti-herói ou mero anarquista?

Em quem você votaria para “Homem do Ano” da revista Times: Assange, Mark Zuckerberg (o fundador do Facebook) ou os 33 mineiros que ficaram presos na mina de San José, no Chile?

Fonte: Opinião e Notícia

11 de set. de 2008

Quinta-feira, 11 de setembro de 2008 - Cinco mil acessos!


AMIG@S,

Meu blog acaba de completar cinco mil acessos, resta-me agradecer a todos que visitam o meu quintal virtual. É uma forma de continuar o contato com vocês, afinal virei um andarilho...
Nunca fui blogueiro mas sempre admirei as pessoas que têm coragem e ousadia para colocarem suas idéias e pontos de vista na internet. Já visitei centenas de blogs, alguns estão com link no meu blog, os demais estão em Endereços Virtuais (meu projeto de páginas amarelas virtual).
Criei esse blog em novembro de 2007 porque senti necessidade de me comunicar com as pessoas, com amigos, companheiros de jornadas e outros da vida toda. Quando você vai mudando de lugar, vai deixando rastros, queira ou não, acaba fazendo amigos, estabelecendo relações que talvez se percam na poeira do tempo, ou não!

Quando recebi um panfleto do 3.º Fórum Humanista Brasileiro, que aconteceu duas semanas atrás aqui em Curitiba, pensava em repaginar o espaço, transformando-o num blog ativista.
No Fórum, havia uma mesa de debate justamente sobre mídia ativista. Haviam outras duas mesas que me interessavam: Economia Solidária e Cultura. Fiquei com muitas dúvidas em qual participaria, no final optei pela Cultura. Mas conversei com algumas pessoas que organizaram a mesa de mídia ativista e pretendo manter contato para implementar minha idéia.

Coincidência ou não, completa este espaço, cinco mil acessos num dia em que o mundo parou para ver a queda das torres gêmeas do World Trade Center em 2001. Naquele dia eu estava trabalhando, lembro que estava conversando ao telefone om minha ex-companheira , ela estava olhando televisão e viu o exato momento do ataque à primeira torre. Falou espantada que os EUA estava sofrendo um ataque terrorista! Avisei os colegas, ligamos a televisão e vimos a segunda torre ser atacada. Logo depois foi o Pentágono, enfim uma catástrofe humana daquelas que ficam na mente da gente.

Hoje penso: porque tantas mortes, tanto sofrimento, tantas perdas se podemos viver num mundo bem melhor do que este?

Neste sentido quero, a partir de hoje, transformar este espaço num espaço de divulgação de ações para um mundo melhor, para um ser humano melhor, com muita PAZ e NÃO-VIOLÊNCIA. Convido vocês para participarem da MARCHA MUNDIAL PELA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA. Em breve estarei divulgando as ações que culminarão nessa grande marcha!

Obrigado amig@s por aqui estarem, voltem sempre!

Paz, Força e Alegria para todos!!!!

24 de ago. de 2008

3.º Fórum Humanista Brasileiro - Curitiba - PR



Encerrou faz pouco o 3.º Fórum Humanista Brasileiro, na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Participei da mesa temática Políticas de Incentivo e Democratização da Cultura, coordenada pela Jaqueline Melo, produtora cultural no RJ. As resoluções da mesa culminaram na produção da Carta da Cultura que propõe a construção de uma Feira da Diversidade em março de 2009 nos três estados representados na mesa (RJ, SP e PR). Oportunamente divulgarei um relato mais completo sobre o evento. Mais informações poderão ser obtidas em www.forumhumanistabrasileiro.org

PAZ, FORÇA e ALEGRIA!

14 de jul. de 2008

Frei Betto



Sem título
Por Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com
monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do
que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos
dois modelos produz felicidade?"Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde".
Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..."
"Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a InteligênciaEmocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas
de meditação!Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir- se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla- se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! Émuito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos
virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais.A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento';
domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a
publicidade não consegue vender felicidade,passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que
só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom
ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a
história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais
estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa
de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino
dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente,terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo s uco e o mesmo hambúrguer do McDonald's.Costumo advertir os balconistas
que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.
Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.
_____
Frei Betto é escritor, entre muitos livros, é autor em
parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros de "O
desafio ético" (Garamond).

Colaboração: Adroaldo Bauer, de Porto Alegre-RS

23 de mai. de 2008

Rumo à barbárie


Amig@s,

Não consigo ser otimista ao olhar para o futuro. Quando penso, enxergo um planeta devastado pela louca procura por água, alimento e riquezas (?). Na era da globalização, não existe mais limite para nada. Vivemos o tempo da sociedade do consumo, do individualismo, do salve-se quem puder...
Neste contexto, cai bem assistir o cult de Ridley Scott, Blade Runner (1982) que mostra uma visão pessimista de Los Angeles, por volta de 2019 e escutar Homem Primata, dos Titãs para complementar. Penso que os governantes do planeta continuarão a empurrar com a barriga as soluções para salvar a nossa casa. O lucro está em primeiro lugar, depois vem o resto... então seguimos, meio que inconscientes, rumo à barbárie. Meu filho, me desculpe pela minha impossibilidade de te oferecer um mundo melhor, espero que tenhas melhor sorte.


Homem Primata

Titãs

Desde os primórdios
Até hoje em dia
O homem ainda faz
O que o macaco fazia
Eu não trabalhava
Eu não sabia
Que o homem criava
E também destruía...

Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pr'o céu
É bom aprender
A vida é cruel...

Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu me perdi
Na selva de pedra
Eu me perdi
Eu me perdi...

"I'm a cave man
A young man
I fight with my hands
(With my hands)
I am a jungle man
A monkey man
Concrete jungle!
Concrete jungle!"

Desde os primórdios
Até hoje em dia
O homem ainda faz
O que o macaco fazia
Eu não trabalhava
Eu não sabia
Que o homem criava
E também destruía...

Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pr'o céu
É bom aprender
A vida é cruel...

Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu me perdi
Na selva de pedra
Eu me perdi
Eu me perdi
Eu me perdi
Eu me perdi...

Foto: Google

18 de abr. de 2008

Fim do fator previdenciário para a aposentadoria

No Senado, Artur da CUT defende o fim do fator previdenciário e a criação de política de valorização de aposentadorias


Foto: Valéria Carvalho
O presidente da CUT Artur Henrique defendeu hoje o fim do fator previdenciário e a aprovação de uma política que vincule a valorização do salário mínimo a todas as aposentadorias. "Nossa posição foi sempre contra o fator previdenciário, essa criação tucana que penaliza os trabalhadores. A notícia de que o Senado aprovou o fim do fator é motivo de alegria", afirmou Artur durante audiência pública realizada na manhã desta quinta, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Artur foi taxativo também quanto à extensão dos reajustes futuros do salário mínimo para as aposentadorias que ultrapassam o piso previdenciário. "Não é justo que as coisas continuem como estão. Todas as aposentadorias precisam de uma política enérgica de recuperação de seu poder de compra", afirmou Artur.

Ambos os projetos, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), foram aprovados no último dia 10 pelo Senado. No mesmo dia, a Direção Nacional da CUT estava reunida em São Paulo e já naquele momento festejou a vitória parcial. Será necessário agora que o projeto siga para a Câmara dos Deputados, onde irá a voto – ainda sem data definida – para que entre em vigor.

Pela CUT, também participaram da audiência pública o secretário-geral Quintino Severo e o responsável pelo Escritório de Brasília, Carlos Henrique de Oliveira. O senador Paim comentou, durante a audiência: "A presença de vocês aqui evidencia que o movimento sindical sabe atuar de maneira autônoma e independente, e que tem capacidade de união em temas cruciais para a classe trabalhadora". Artur aproveitou a ocasião para defender que os senadores também trabalhem pela rápida ratificação das convenções 151 e 158.

Antes da audiência, a CUT organizou um café da manhã com deputados de partidos progressistas, em que, mais uma vez, foi reiterada a necessidade de apoio e empenho a projetos de interesse dos trabalhadores, como a redução da jornada, a 151 e a 158, a aprovação do fim do fatos previdenciário e o combate ao projeto de alteração na CLT, em incubação na Câmara.

CLT – Ontem, quarta, dirigentes da CUT também cumpriram agenda em Brasília, abrindo diálogo e buscando apoio para consolidar projetos de interesse dos trabalhadores. No início da tarde de quarta, Artur, Quintino, o secretário de Finanças Jacy Afonso de Melo, de Política Sindical Vagner Freitas, a diretora executiva Lúcia Reis e Carlos Henrique compareceram à sede da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) para debater formas de combate ao projeto batizado pelo seu autor, Cândido Vacarezza (PT-SP), de "consolidação da CLT".

Foi unânime a conclusão de que o projeto é inadequado e inoportuno, pois abriria um processo no Poder Legislativo que colocaria em risco os direitos dos trabalhadores. Além de reiterar a necessidade de o deputado Vaccarezza retirar o projeto, a CUT e a Anamatra anunciaram que vão programar, junto com OAB e ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho) um ato político e um debate, provavelmente no mês de junho, para explicitar publicamente os riscos do projeto. Paralelamente, seguem outras articulações políticas para impedir que o projeto veja a luz do dia.

Aposentadoria especial – Ainda na quarta, os dirigentes da CUT reuniram-se com o ministro do Trabalho Luiz Marinho, para entregar um abaixo-assinado pela volta da aposentadoria especial para atividades de risco. O abaixo-assinado reuniu 17 mil apoios de trabalhadores do setor de energia – gasistas e eletricitários. O abaixo-assinado foi organizado pela Federação Nacional dos Urbanitários (FNU-CUT), representada na audiência pelo secretário de Finanças Jesus Francisco Garcia, e por diversos sindicatos filiados.

Na ocasião, os dirigentes da CUT também reafirmaram a defesa do fim do fator previdenciário e da necessidade de uma política de valorização das aposentadorias que recupere rapidamente o poder de compra de todos os vencimentos.

Pela manhã, a delegação cutista reuniu-se com a CNBB, quando conquistou o apoio e a participação da entidade na campanha nacional pela redução da jornada sem redução de salários.


Fonte: Central Única dos Trabalhadores

Publicado: 17/04/2008 - 15:53


27 de mar. de 2008

BB perde ação trabalhista de quase R$ 400 milhões

BB perde ação trabalhista de quase R$ 400 milhões

AE - Agencia Estado - 27/03/2008

BRASÍLIA - A maior instituição financeira do País, o Banco do Brasil (BB), corre o risco de perder ações bilionárias na Justiça trabalhista, o que dilapidaria o seu patrimônio em R$ 14 bilhões - quase três vezes o lucro de R$ 5,1 bilhões que teve em 2007. Um grande passo para isso foi dado ontem com uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que rejeitou uma ação rescisória apresentada pelo Ministério Público do Trabalho.

A decisão, aprovada por unanimidade, significa que o banco terá de pagar cerca de R$ 400 milhões para 385 funcionários do BB do Amazonas. O ministro do TST Antonio José de Barros Levenhagem não acatou ação rescisória movida pelo Ministério Público do Trabalho, que pretendia anular a decisão alegando que houve conluio de advogados do Banco do Brasil - tidos como beneficiários da decisão - com o sindicato dos bancários do Amazonas. Segundo o MP, os advogados atrasaram as ações, deixando correr o prazo propositadamente, para que o banco perdesse a causa.

"Por mais elevado que seja o valor da causa, a segurança jurídica está acima de tudo", completou o ministro. Esses funcionários entraram na Justiça em 1988, pedindo que lhes fosse pago o Adicional de Caráter Pessoal (ACP), que havia sido dado a funcionários do Banco Central. O BB recusou, alegando que o ACP havia sido uma compensação dada aos funcionários do BC, por terem perdido direito às horas extras. Ainda cabe recurso da decisão de ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF). Projeções feitas por advogados do Banco do Brasil prevêem o pagamento de cerca de R$ 1 milhão a cada um dos funcionários de Manaus.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.
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Quinta-feira, 27/03/2008 - 11h10m

BANCO DO BRASIL - BB contesta indenização de R$ 400 milhões a funcionários

Fernando Nakagawa

O Banco do Brasil contesta o valor da indenização pedida por 385 empregados da instituição no Amazonas em um processo movido desde os anos 80. Reportagem do Estado publicada ontem mostrou que o banco pode ter de desembolsar R$ 400 milhões para esse pagamento. Em comunicado ao mercado, o BB informou que cálculos feitos por peritos contratados pelo banco mostram que, em valores de 2004, a indenização seria inferior a R$ 4 milhões.
Para o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, os valores reclamados pelos trabalhadores "não se aplicam". Eles reivindicam um benefício pago a outros servidores, o Adicional de Caráter Pessoal. Na terça-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou ação rescisória apresentada pelo Ministério Público do Trabalho, abrindo caminho para o pagamento das indenizações.
O cálculo do BB será entregue à Justiça. Mendes disse que o eventual pagamento no Amazonas não é sinal de que o banco vai perder processos semelhantes em outros Estados. No início do mês, o BB saiu vitorioso em uma ação aberta no Rio.
Cálculos preliminares mostram que o BB pode ter de pagar entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões caso outros trabalhadores ganhem o direito à indenização. Para Mendes, o cálculo está errado. O Subprocurador-Geral do Trabalho, Luís Antonio Camargo, disse que ainda não recebeu o acórdão do processo. Ele admitiu que uma alternativa é que o Ministério Público entre com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).


Fonte: O Estado de S. Paulo

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Quinta-feira, 27/03/2008 - 11h33m

BANCO DO BRASIL - BB contesta valores em ação trabalhista do Amazonas

Juliano Basile e Arnaldo Galvão, de Brasília

A ação em que o Banco do Brasil foi condenado a ressarcir servidores do Amazonas em R$ 400 milhões é um caso isolado que não deve se repetir em outros Estados, muito menos ameaçar em bilhões de reais o patrimônio do banco. De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), existem dezenas de ações semelhantes a esta, em que servidores do BB pedem a concessão de um benefício dado aos funcionários do Banco Central no final dos anos 80. Mas, a ação do Amazonas é muito peculiar por envolver a perda de prazo para a apresentação de defesa pelos advogados do banco. Por isto, a decisão dada neste processo não deve se repetir em outros, como numa ação de servidores do Rio de Janeiro pedindo o mesmo benefício, estimada em R$ 12 bilhões.
O BB divulgou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informando que, segundo seus cálculos preliminares, não ultrapassará R$ 4 milhões a suposta condenação em ação trabalhista no Amazonas. O vice presidente de finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, disse que o contencioso trabalhista no Amazonas não está encerrado e ainda será iniciada a discussão sobre valores devidos e também sobre quais são os funcionários que teriam direito à verba determinada pelo Judiciário.
O BB foi derrotado, anteontem, num julgamento no TST em que funcionários do banco no Amazonas pediram equiparação a um benefício que foi concedido no final dos anos 80 aos servidores do Banco Central. Tratava se de um Adicional de Caráter Pessoal (ACP). Servidores do BB de praticamente todos os estados entraram com ações similares na Justiça pedindo o ACP. Mas, na grande maioria dessas ações, o banco foi vitorioso. A exceção ocorreu no processo envolvendo 385 servidores do BB de Amazonas. Neste caso, houve uma tramitação pouco comum e o banco sofreu sentença contrária.
O problema é que no Amazonas os advogados do BB simplesmente perderam o prazo para apresentar recurso. Houve um fato pouco usual: a intimação para que os advogados recorressem foi enviada para uma agência do BB no Amazonas, e não para o escritório dos advogados. Na agência, a intimação foi recebida por uma estagiária que era menor de idade. Sem compreender o que o documento significava, ela engavetou a intimação.
Sem a apresentação do recurso pelo BB, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Amazonas proferiu sentença a favor dos servidores. Após esta sentença, o Ministério Público do Trabalho ingressou com ação rescisória instrumento utilizado justamente para derrubar sentença transitada em julgado. Nessa ação, o MP argumentou que houve um conluio entre os funcionários do banco e seus advogados. Segundo o MP, interessava a todos que o banco perdesse já que os próprios advogados seriam beneficiados com a concessão do ACP, pois eram funcionários do banco.
Mas, novamente houve perda do prazo. O TST não acolheu a ação rescisória do Ministério Público sob a justificativa de que esta foi protocolada fora do prazo. Segundo o ministro relator do processo, Antônio de Barros Levenhagem, o MP atuou em diversos momentos do processo, antes de entrar com a ação rescisória, e, em nenhum deles, fez a alusão a qualquer possibilidade de fraude neste processo. Resultado: o TST nem examinou o mérito da causa. Viu que o MP perdeu o prazo e, por isto, manteve a sentença do TRT do Amazonas.
Agora, o BB pode entrar com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para alterar a decisão do TST. Há estimativas positivas e negativas a um eventual recurso do BB no STF. De um lado, pesa contra o BB o fato de o Supremo só julgar recursos se verificar a existência de questões constitucionais. Neste ponto, o BB terá de demonstrar que, em algum momento, a discussão sobre o benefício envolveu algum artigo da Constituição de 1988. Por outro lado, a sensibilidade dos ministros do STF para casos de perdas injustificadas de dinheiro de instituições públicas pesa a favor do banco. O futuro presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, era crítico feroz de casos em que advogados de instituições públicas deixavam de atuar com rigor para, com isso, obter vantagens indevidas em processos.


Fonte: Valor Econômico

25 de mar. de 2008

Conversa Afiada em novo endereço!

O blog Conversa Afiada, do Jornalista Paulo Henrique Amorim tem novo endereço: www.paulohenriqueamorim.com.br/
O IG encerrou o contrato do jornalista sem muitas explicações.

Palavras do jornalista:

O Conversa Afiada ficou fora do ar por 08 horas e 58 minutos.

Breve, escreverei um Máximas e Mínimas para tentar explicar o que aconteceu.

O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula que previa um aviso prévio.

Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística.
Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV Cultura e no Uol.
E ele sabe que não vai me tirar, nunca ...

Com isso, se encerrou a vida deste blog num portal da internet.
Nenhum blog de relevância política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.

Clique aqui para ver: http://www.huffingtonpost.com ou http://www.talkingpointsmemo.com, para ficar em dois dos melhores exemplos.

Essa é a virtude a internet: último reduto do jornalismo independente.

Assim, se você acha que o Farol de Alexandria e o presidente eleito são dois impostores; se você gosta do Festival do Tartufo Nativo; se acha que o PIG, além de ilegível, não tem salvação; que os portais da internet brasileira são uma versão – para pior – do PIG; que a Veja é a última flor do Fascio; que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello deveria ser impeached; que Daniel Dantas deveria estar na cadeia;que Carlos Jereissati e Sergio Andrade vão ficar com a “BrOi” sem botar um tusta; que a “BrOi” significa que o Governo Lula vai tirar Dantas da cadeia; que chega de São Paulo, porque está na hora de um presidente não-paulista etc etc etc ... se você acha tudo isso, continue a visitar o Conversa Afiada neste novo e renovado espaço.

Em tempo: o Conversa Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.

Muitas novas atrações virão.

Até já !

Paulo Henrique Amorim


Nota do Blog:

Existe um movimento para a não utilização dos serviços do Portal IG ou PIG, como queiram. É uma forma de protesto pelo desrespeito com um profissional respeitado nos meios jornalísticos. Fica também o meu protesto.

Gerson Vieira, Rio de Janeiro, Brasil, um país democrático!

19 de mar. de 2008

Os perigos da internet para as crianças


Cuide o que seu filho está fazendo na Internet


Crianças são crianças, mas o mundo atual torna cada vez mais prematura a idade adulta. Por isso, a preocupação de pais e professores em preservar a infância de filhos e alunos. Nessa tentativa, o conteúdo sem censura da internet pode parecer a muitos uma ameaça à inocência e à segurança da garotada.

Há na internet todo tipo de informação de cunho reprovável. Violência, pornografia, apologia ao racismo.

Mas a rede também reúne grande parcela do conhecimento humano, com acesso livre e democrático.
E como todo meio de comunicação, sua utilização demanda cautela e capacidade analítica do espectador em relação ao conteúdo .

Pais e professores são os responsáveis por ajudar as crianças a entender como funciona a rede e a selecionar os conteúdos acessados.

As informações reunidas neste manual são uma ferramenta de apoio na tarefa de guiar as crianças nesse emocionante mundo de descobertas. Da coletânea de sugestões reunidas aqui, destacamos a mais importante: é preciso ouvir as crianças, estabelecer um diálogo com elas e respeitar suas necessidades e receios.

O Comitê para a Democratização da Internet (CDI) lançou uma cartilha para alertar pais e professores sobre o perigo que as crianças correm ao navegar na internet.

Ao mesmo tempo em que a internet reúne grande parcela do conhecimento humano, com acesso livre e democrático, sua utilização por parte das crianças pede cautela em relação ao conteúdo.

Acesse a cartilha no endereço: http://www.cdipr.org.br/cartilha/pdf/capitulos_CDIPR_cartilha_uso_internet.pdf

ou se preferir clique aqui: Uso responsável da internet - cuidado com as crianças

Portanto amigos, colegas e leitores deste blog, cuidem de suas crianças, verifiquem diariamente os acessos de seus filhos, os links, orkut, msn, contatos deles para que você NÃO TENHA SURPRESAS DESAGRADÁVEIS!

E o mais importante: ORIENTE SEU FILHO PARA O USO DESSA FERRAMENTA.

Fontes:

Imagem: Imagens Google - http://images.google.com.br

Textos e cartilha: Comitê para a Democratização da Informática do Paraná

Gerson Vieira
Rio de Janeiro/RJ



2 de mar. de 2008

Rio de Janeiro - 1.° de março: 443 anos

Parabéns cidade maravilhosa, cheia de encantos mil,
Que esconde muita coisa para o turista não ver,
Da Zona Sul até a Zona Norte,
Entre a vida e a morte,
Figuras, com teu antagonismo,
No coração do Brasil!

29 de fev. de 2008

Aos amigos de fé, camaradas...

A melhor forma de descobrir quem está ao teu lado, que é teu amigo,quem oferece o ombro quando você está mal mas também faz a crítica quando você está errado e aponta caminhos quando você está perdido, é quando você cai em desgraça pelos desígnios da vida ou pelas m... q você mesmo faz.
Este é teu amigo, este merece ser guardado no coração, para sempre. Para os amigos que tenho dedico a canção abaixo:

Canção Da América

Milton Nascimento

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

18 de fev. de 2008

Doze anos de saudades

Querido pai, hoje fazem 12 anos que partistes. Não tivemos tempo de repassar e resgatar muitas coisas.
Tua vida de operário e as muitas horas extras, impediram muitas vezes de estar conosco. Trabalhastes mesmo depois de aposentado e fostes elogiado pelo teu rendimento quando visitei a empresa que tu trabalhavas. Continuarás vivo em minha memória sempre!
Espero que estejas bem... onde estiveres!

13 de fev. de 2008

NOVAS REGRAS PARA A TELEFONIA CELULAR

A partir de 13/02/2008

CRÉDITOS

- Prazo máximo de validade do cartão pré-pago aumenta de 90 para 180 dias

- Créditos bloqueados por fim do prazo de validade do cartão pré-pago passam a ser revalidados a cada nova recarga

- Clientes de serviço pré-pago ganham direito de fazer chamadas a cobrar até 30 dias após o vencimento dos créditos

CANCELAMENTO

- Cliente pode suspender o serviço por até 120 dias uma vez por ano, sem custo, desde que não tenha débitos com a operadora

- Operadoras passam a ter um prazo máximo de 24 horas, a partir da solicitação do usuário, para cancelar a linha

- Cancelamento de conta poderá ser solicitado em postos de venda da operadora, correspondência registrada, telefone e mensagem de texto

COBRANÇAS

- Operadora terá que devolver em dobro, com juros e correção monetária, as cobranças indevidas

- Operadora fica proibida de cobrar débitos relativos a serviços prestados a mais de 60 dias sem a negociação com o consumidor; o prazo anterior era de 90 dias

- Prazo para suspensão do serviço por atraso no pagamento é ampliado de 30 para 45 dias

- Operadora passa a ser obrigada a esperar 15 dias, a partir da data do envio da notificação de rescisão de contrato ao cliente por falta de pagamento, para colocá-lo em listas de serviço de proteção ao crédito

- Operadora não pode cobrar por serviços que tenha prestado depois de 24 horas da solicitação de cancelamento do serviço feita pelo usuário

MUDANÇA DE PLANOS/OPERADORAS

- Usuário passa a ter o direito a uma simulação de gastos nos últimos três meses em outros planos de sua operadora uma vez a cada seis meses

- Cliente terá direito a permanecer com o mesmo número se optar por mudar de plano (pré-pago para pós-pago ou vice-versa), desde que dentro da mesmo operadora

- Prazo de fidelização para permanência em operadoras que ofereçam aparelhos com desconto passa a ser de, no máximo, 12 meses

DEVER DO USUÁRIO

Consumidor fica obrigado a notificar a perda ou roubo do aparelho celular

Maiores informações contate a Anatel: www.anatel.gov.br


VAMOS FICAR DE OLHO E COBRAR NOSSOS DIREITOS!


28 de dez. de 2007

O amor remove distâncias


Hoje faz um ano que estou morando na cidade do Rio de Janeiro. Passou tão rápido que parece um sonhos gostoso que a gente não quer acordar.
A razão de eu vir para cá foi única: Luciana. Foi ela que, com sua voz de menina, seu jeitinho envolvente conquistou meu coração e me aceitou do jeito que sou. Como meus argumentos não foram suficientes, não consegui levá-la para Porto Alegre. Restou-me a mudança para o Rio. Foi muito difícil a adaptação porque senti falta dos amigos, da minha família, do meu filho, mudanças radicais no trabalho, mas sobrevivi, pelo amor que sinto pela Lu. Passamos o primeiro natal juntos, logo será um novo ano.
E como num conto de fadas, colocando alguns ingredientes da vida real, viverei o restante dos meus anos esse amor que é sincero e gostoso. Ah! Faltou a expressão: FELIZES PARA SEMPRE!

27 de dez. de 2007

E 2008 vem aí!

Car@s amig@s,

Está chegando um novo ano. Ano de eleições, grandes debates nacionais, promessas, distribuição de cestas, dinheiro do narcotráfico rolando solto. Devemos questionar a própria democracia representativa em nosso país. Somos representados por quem? Para pensar...
Quero agradecer a acolhida recebida pela Valquíria e família em Vitória-ES. Adorei os bolinhos da tia Peca, vou sentir saudades! Guardem o livro do Perry Anderson, na confusão deixei aí...
Desejo aos meus amigos, companheiros e leitores do blog um novo ano melhor que este. E que possamos nos encontrar novamente neste espaço e se possível pessoalmente também!
Um grande abraço a todos!
Sejam Felizes!

13 de dez. de 2007

Prostituição infanto-juvenil: o que os pais têm haver com isso? Ou: Quem educa nossos filhos?!?

Luciana Vieira*

O texto de hoje é apenas um lançar de idéias, meio ansioso e muito preocupado... Uma tentativa de levar à reflexão, quiçá à discussão, de nossa sociedade cruel e consumista e da educação que estamos oferecendo a nossos filhos. Filhos que devíamos proteger, cuidar, ensinar... Filhos que deveriam mais que ter, ser... Ser valorizados, acarinhados, criados para o mundo lá fora (de nossas asas)...

A pergunta é: Diante de tantas preocupações no patamar social, ecológico, ambiental... Etc e tal.... Que mundos estamos oferecendo para nossos filhos e que filhos estamos oferecendo para o nosso mundo?

Hoje estava discutindo com uma colega, em pleno PED do PT (sim, eu sou petista, de carteirinha... dá licença!). Falávamos sobre a educação de nossos filhos e do mundo hoje, sobre a lastimável fome de consumo a que nossos filhos (e jovens de todo o mundo) são conduzidos...

Estive lembrando de críticas que fiz a educação de um adolescente próximo. Menino ávido por roupas de marca, coisas caras, etc... E totalmente desprovido de valores humanos e ignorante sobre o seu valor enquanto pessoa. Um menino que é apenas mais um, no meio de tantos, a perder seu tempo com coisas que na verdade, não tem valor algum... Iludido com promessas de pais que não souberam colocá-lo no lugar devido... O de filho.

Veio-me uma pergunta à mente: Quando foi que começamos a prostituir nossos jovens? Sim, porque os pais vêm prostituindo seus filhos quando os vêem em plena febre consumista e não buscam a cura. Deixam seus filhos relegados a uma mídia que impregna suas mentes, que os faz ser apenas o que vestem, o que calçam, o que consomem... Seres sem conteúdo...

Essa minha amiga estava me contando sobre uma conhecida, que pagava para a filha freqüentar uma academia. Dizia ela: "Não está linda minha filha? Vai arrumar um marido rico!!"
Fiquei de boca aberta!! Com que ingenuidade ou ignorância uma mãe se coloca a dizer que a filha nada mais é do que um objeto a ser vendido? (Sim, porque é isso que ela se torna. Um pedaço de carne exposto a ser leiloado. Quem pagar mais, leva...)

Onde foi parar a valorização pelo mérito de conseguir galgar degraus por si mesmos? "Ahhh! Ela não tem capacidade, tem que se virar..." Pois é... O objetivo do "casamento rico", "do jeitinho", "do se virar"... E até lá, por quantas passarão, no ímpeto de "fazer qualquer coisa" para alcançar objetivos tão baixos? Isso me faz lembrar que a incidência do vírus HIV tem aumentado entre as meninas na proporção de 3 ou 4 meninas para cada menino, segundo uma reportagem que vi. Nessa mesma reportagem uma menina de uma comunidade qualquer dizia: "Eu transo sem camisinha com meu namorado porque senão ele arruma outra". Como se ele, para ser o "macho" não fosse fazer a mesma proposta a outra menina qualquer (ou a mais 2, conforme pesquisa). Aliás, não podemos esquecer que em muitas comunidades o "casamento rico" se traduz no poder se vestir, se alimentar, ser protegida pela "elite" da comunidade: o tráfico.

Muitos pais vêm "esquecendo" de valorizar a capacidade de nossos jovens, de dizer que podem ser aquilo que quiserem. Que podem mudar o mundo... E mais: podem ser felizes muito mais por suas realizações do que por ter a camisa X ou o tênis Y... Fica mais fácil comprar a camisa e o tênis...

Vejo nossos jovens expostos à vida lá fora, sem qualquer proteção, achando que por estar "tão bonitinho com a roupa nova" (que custou metade da renda da família, se não mais) vão conseguir um bom emprego, num local de trabalho ideal...

Queremos tornar nossos filhos diferentes, primeiros, invejáveis... E os tornamos meros castiçais adornados com a ignorância, com a desvalorização do seu eu... Só porque tem um loiro na televisão que por ser "um gatinho" mesmo falando errado, conseguiu um contrato com salário alto naquela transmissora de televisão... Esquecem de fazer a conta: ele é um em 65 milhões...

Mas onde está o erro? Nos pais que superprotegem seus filhos, livrando-os de toda e qualquer dificuldade, facilitando excessivamente o acesso a bens materiais, alimentando a fome de consumo com a velha desculpa do "eu quero dar ao meu filho tudo que não pude ter"? Ou nos jovens que vão se acostumando a ter tudo fácil, que se tornam cada dia mais exigentes... Até que um dia... Seus pais não podem mais dar... E aí...

Aí é a vida que vai ter que dar um basta, um limite... E este pode ser definitivo...

02/12/2007

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* Luciana Vieira é socióloga e diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Blog: Enluaradas

15 de nov. de 2007

A Amazônia e a cobiça internacional

Conheci o Professor Marcos Coimbra num curso que fizemos, patrocinado pela Previ, em agosto deste ano. Embora não concorde com muitas de suas afirmações acho importante a defesa da autonomia dos povos, a defesa de seus territórios contra o imperialismo norte-americano. Se invadiram o Vietnã, Afeganistão e o Iraque duas vezes, porque não invadiriam a Amazônia sob o pretesto de “defender a democracia” contra o perigo de “esquerdização” e para conter “a produção de coca”?

Leiam este interessante e polêmico artigo do professor:

A AMAZÔNIA E A COBIÇA INTERNACIONAL

A Amazônia corre sério risco. O Plano Colômbia está em plena execução. Com o pretexto de combate ao narcotráfico, os americanos já estão na parte colombiana da floresta amazônica. Não é de hoje que a rica região amazônica brasileira é alvo da cobiça internacional. A estratégia atualmente adotada pelos "donos do mundo" para conquistar a Amazônia não é pelo confronto direto e sim por via indireta, como, por exemplo, através da demarcação de terras indígenas.

Na realidade, já existem precedentes bem conhecidos por todos nós, brasileiros. Em 1850, os EUA já pregavam a ocupação internacional da região. Em 1930, o Japão defendeu a tese de abrigar naquela área excedentes populacionais. Em 1949, a UNESCO sugeriu a criação do Instituto Nacional da Hiléia Amazônica, com funções executivas. Em 1960, o Instituto Hudson defendeu a tese da criação de sete lagos na região. Em 1992, a chamada ECO-92 (Conferência Internacional), realizada no Rio de Janeiro, avançou o processo. A seguir, constatamos a realização, em maio de 1993, de manobras das Forças Armadas dos EUA, a menos de 100 km de nosso território, sob a desculpa de combate ao narcotráfico, ao mesmo tempo em que construíram gigantesca base aérea no Paraguai e adestraram uma divisão especial para combate na selva.

Em novembro de 1993, a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos dos Índios, já preparando a criação da chamada "nação yanomami", a ser transformada posteriormente num "estado soberano". É sabido que os EUA concederam 28 ha de terra a cada índio norte-americano, enquanto o governo Collor destinou cerca de 9 milhões de ha a alguns milhares de índios yanomamis, em faixa contínua à concedida pela Venezuela, onde também a mesma tribo conseguiu um terreno equivalente para não mais de 3.000 índios. É muita coincidência. Um índio levaria mais de 70 anos para percorrer, andando, de um extremo a outro, a área demarcada.

O Conselho Mundial das Igrejas, em seu documento "Diretrizes para a Amazônia", prescreve a internacionalização da área. O ex-presidente François Mitterand declarou que "alguns países deveriam abrir mão de sua soberania em favor dos interesses globais". O ex-presidente Gorbachev afirmou "O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais". O ex-vice-presidente dos EUA, Sr. Al Gore, bradou: "a Amazônia é um patrimônio da humanidade e não dos países que a ocupam". E o estrategista da guerra do Vietnã, Sr. Henri Kissinger, enfatiza: "não devemos permitir que surja, ao sul do Equador, mais um tigre asiático". Todos na linha da defesa da extinção do Estado Nacional Soberano brasileiro, da restrição da soberania, da reunião das nações indígenas, do desmonte das Forças Armadas brasileiras, da prevalência das questões ecológicas. Qualquer semelhança não é mera coincidência. E há "brasileiros" que estão de acordo com isto. Por muito menos Joaquim Silvério dos Reis passou à História como traidor da pátria.

Lembram-se das festividades dos 100 anos do Teatro de Manaus, quando uma fortuna foi paga ao tenor Carreras, do filme Anaconda, rodado na região, e na edição de duas séries especiais contra a "destruição da Amazônia", dos seriados Super-Homem e Robocop ? Tudo isto faz parte da gigantesca orquestração dos "senhores do mundo", que financiam regiamente a mídia internacional e nacional para difamar o Brasil, vendendo a idéia de que não temos condições de administrar nosso território. É o emprego da expressão psicossocial.

Na expressão econômica, os organismos internacionais vão até o limite do intolerável em suas pressões. Recentemente , foi quebrado, na prática, o monopólio do petróleo, pelo Dr. David Zylbersztajn, com a licitação de 27 áreas de nove bacias sedimentares brasileiras em junho. A participação das multinacionais no faturamento da indústria passou a 44% e das empresas estrangeiras no segmento das grandes empresas passou para 42%. O crescimento do controle estrangeiro das empresas nacionais cresceu para 35% em 1997. E os alienígenas responderam por 44% do total exportado pela nação em 1997. Das 530 maiores empresas do país, 50% não pagam imposto de renda e das 66 maiores instituições financeiras, 42% também não recolhem, além de 34% dos tributos pagos pelas empresas estarem "sub judice". A cada R$ 1,00 arrecadado corresponde R$ 1,00 sonegado. O pagamento de juros nominais atingirá mais de 120 bilhões em 2001.

Na expressão militar, foi criado o Ministério da Defesa. O Comandante do Exército advertiu: novas restrições exigem estudo acurado para que não " atinjam a capacidade operacional das Forças , no cumprimento de suas missões constitucionais".

Na expressão política, procuram validar ações danosas ao Brasil, tornando-as irreversíveis. O presidente FHC proclamou, em discurso pronunciado no dia mundial do meio ambiente, às margens do rio Japurá: "Esta Amazônia é e será cada vez mais de brasileiros conscientes da importância da Amazônia. Se não houver continuidade das ações a questão ecológica nunca será resolvida no país". E, ao mesmo tempo, enviou ao Congresso a chamada "lei do desarmamento do cidadão". Soa estranho, na atual conjuntura, quando o país não tem nem poder nuclear, nem mais indústria bélica própria, enquanto os EUA aniquilam um país soberano, sem apresentação de provas conclusivas sobre os autores do atentado terrorista. Será que é para facilitar a tomada de nosso território e de nossas riquezas? Afinal, sabemos que numa guerra convencional não temos chance, só restando a guerrilha na selva, pois aos invasores não interessa a destruição das riquezas existentes através de bombardeios. E então será importante a posse de todo tipo de arma, até facas, bastões etc. por aqueles que vão defender nosso patrimônio e nossa soberania

E as últimas máscaras caíram. O senador republicano Paul Coverdell, presidente do subcomitê de relações exteriores do Senado norte-americano para assuntos do hemisfério ocidental, pregou, no dia 25.02.99, em Washington-EUA, a intervenção direta, de maneira unilateral, na América Latina, a pretexto de "proteger" a democracia. O senador afirmou que as ações da OEA (Organização dos Estados Americanos) na região têm sido insuficientes e chegou a afirmar que a América Latina atingiu um estágio em que golpes militares já não são aceitos. De acordo com ele, os EUA "devem ir mais fundo no combate a golpes em câmara lenta, em que um líder eleito livremente esmaga a democracia em seu país". Como exemplo, o senador citou a Venezuela, onde, segundo ele, o presidente Hugo Chávez teria adotado medidas para concentrar o poder em suas mãos, passando por cima de controles constitucionais. As idéias de Coverdell serão difundidas no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, um centro de investigação de tendência conservadora.

A História mostra que, ao longo do tempo, os EUA já realizaram diversas intervenções diretas militares, como no Panamá e Granada, mas a maior parte é feita através de ações indiretas, como, recentemente, no Paraguai e no Equador, quando ameaçaram impor sanções econômicas, chegando até a perspectiva de um bloqueio de comércio, a exemplo do ocorrido em Cuba, além de empregar na coação administrações caudatárias, como a do Brasil. No Paraguai, o objetivo explícito era esmagar o general nacionalista Lino Oviedo, próximo de empalmar o poder, pois elegeu, com seu apoio, o candidato vencedor, obrigado a renunciar, depois do assassinato do vice-presidente que a mídia internacional amestrada atribuiu, sem provas, a autoria intelectual ao general. No Equador, chegaram a derrubar, em questão de horas, a junta constituída após a renúncia formal do presidente deposto, depois de "dolarizar" a economia, para mantê-la.

Contam com a cumplicidade, a subserviência, a vassalagem de grande parte das elites dos países periféricos. Por intermédio dos "neoentreguistas", bem como dos velhos entreguistas, dominam a economia, controlam os centros de irradiação de prestígio cultural (meios de comunicação de massa, universidades, teatro, cinema), financiam os seus servos em campanhas a cargos eletivos, de vereador a presidente, elegendo os mais dóceis ao seu comando. Basta o leitor olhar para as administrações de vários países integrantes da América Latina, para constatar a realidade. E, não satisfeitos, chegam ao acinte de empregar seu aparato de inteligência, braço do complexo militar-industrial norte-americano, para, em cooperação com países cúmplices (anglo-saxões), praticar espionagem industrial de seus próprios "aliados", inclusive na Europa, por meio da NSA (Agência Nacional de Segurança), capaz de interceptar as comunicações de qualquer natureza, seja qual for o meio utilizado. É a rede Echelon.

É sabido que um americano médio consome o equivalente a dez vezes aquilo que um brasileiro médio. E querem continuar a usufruir as benesses do avanço do processo civilizatório, sem levar em conta os custos, inclusive ecológicos e ambientais, negando-se até a subscrever o Acordo de Kyoto. Tentam imputa-los aos países emergentes, como o Brasil. O objetivo deles é a manutenção de suas posições hegemônicas, a qualquer custo.

O crime perpetrado contra a humanidade, sob a desculpa da "globalização", em nome do neoliberalismo, onde poucos ganham muito e muitos perdem o pouco possuído, não passará incólume na História. Suas conseqüências danosas continuam a ser flagradas e denunciadas passo a passo, tais como: o esfacelamento de nações outrora prósperas como a Iugoslávia, a destruição implacável de povos e etnias como os palestinos, a imposição do conceito de soberania relativa, quando os EUA, sem autorização expressa da ONU, atacam violentamente outros países. Ontem, a antiga Iugoslávia. Hoje, o Afeganistão. Amanhã, poderá ser qualquer um. Um número cada vez maior de nações e povos ultrapassa os limites da linha de pobreza, devido ao brutal processo de concentração de renda. A riqueza vai sendo transferida progressivamente para os países mais ricos, via comércio internacional, onde os índices de relação de troca penalizam cada vez mais os países menos desenvolvidos. Outro instrumento importante de transferência consiste no pagamento de juros extorsivos, provenientes da formação de dívidas originárias, principalmente, do perverso mecanismo de juros sobre juros, tornando impossível a liquidação do principal. Outro mecanismo empregado reside no pagamento de "royalties", lucros e dividendos, cada vez mais volumosos, fruto da ampliação de investimentos dos "donos do mundo" nas nações periféricas, em especial em setores estratégicos e vitais como comunicações, energia, água.

Parece um retorno ao passado. Na época das grandes navegações, países com pequena extensão territorial e população modesta, como Portugal e Espanha, detentores de tecnologia de ponta, à época, capital e iniciativa, realizaram estes feitos para ocupar regiões ricas em recursos naturais, com vasta extensão territorial, como, por exemplo, as Américas. O filme se repete. Portugal, França e Espanha estão aplicando vastos recursos no setor energia. Os EUA em comunicações. A Vale do Rio Doce comprada pelos "donos do mundo". Possui o direito de lavra de um subsolo possuidor de reservas no valor de trilhões de dólares. A estratégia deles é trocar "papel-pintado" por recursos vitais, que serão escassos no terceiro milênio, como a água.

O Brasil é detentor da maior reserva de água doce do mundo, em sua maior parte na Amazônia. O "ouro branco" será o recurso mais raro e disputado, nos próximos anos. Guerras acontecerão por sua causa. Nos EUA, a Flórida e a Califórnia já estão dessanilizando a água do mar, a custos elevados, por carência de água doce. E eles estão interessados em garantir, para o futuro, a propriedade destes recursos raros. Hoje, o petróleo. Amanhã, a água. Daí a cobiça internacional pela rica região amazônica. Não é só a água. São os recursos minerais, vegetais, a biogenética, a fauna. Não será exagero afirmar que a nação possuidora da Amazônia será a potência do terceiro milênio. Por isto, devemos ocupa-la não só militarmente, como economicamente, para mantê-la no Brasil. Caso não o façamos, de imediato, perderemos, direta ou indiretamente, esta terra de Canaã, herdada de nossos antepassados. Com a cumplicidade de traidores da pátria os "donos do mundo" vão tomando posse da região, a pretextos vários. Demarcação de terras indígenas, sob a orientação de ONGs estrangeiras, compra de territórios, ocupação dissimulada através de "grilagem", criação de reservas ambientais.

É necessário agirmos enquanto é tempo para evitar a perda irreparável.

Artigo publicado em 28.11.2001

Prof. Marcos Coimbra

Professor Titular de Economia na Universidade Candido Mendes, Professor na UERJ e Conselheiro da ESG


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