10 de nov de 2007

Vassoura, sabão e água

Hoje JOSÉ ALBERTO SIQUEIRA, O ZECÃO, companheiro de Palmeira das Missões, está mais perto da estrela vermelha. Cara, te cuida aí e torce pela gente aqui! Foi um imenso prazer te-lo aqui na Terra como meu companheiro de luta!

Vassoura, sabão e água

Chamou-me atenção no final da tarde de hoje a lavação do prédio central dos Correios em Porto Alegre. Vinte e poucos anos atrás não poderia imaginar essa cena em um governo petista. Descontados os excessos da mídia, o aproveitamento político da oposição, fatos existem e devem ser apurados.

Um certo dia, na minha Canoas, conversando sobre ética e moral fui repreendido por um companheiro, que disse em tom grave: - Gerson! Tu estás querendo ser muito certinho!!! Disse a ele que esse era nosso patrimônio e que deveríamos preservá-lo. Naquela época nossos problemas eram no varejo, um tesoureiro mal intencionado, algum “pequeno desvio de conduta”, que fazíamos vistas grossas. Nada que pudesse abalar nossa pregação ético-moral.

Hoje é diferente. Somos governo de um dos maiores países do mundo. Toda a esquerda está de olho em nossa administração, nas nossas alianças, nas nossas atitudes.

O “buraco é mais embaixo”, diria meu compadre! Isso recomenda que redobremos nossos esforços para não contaminarmos nosso partido com a corrupção, praga secular em nosso país.

Entendo que não devemos “superdimensionar” o que está acontecendo em nosso governo, entendo também que devemos ter cuidado com as alianças que fazemos. Não podemos jogar no lixo o patrimônio que construímos a duras penas, em anos de sacrifícios, privações, acreditando em idéias de liberdade e uma nova sociedade.

Por isso “superdimensionar” a atitude tomada pelo companheiro Raul Pont é querer fazer uma disputa interna que não leva a nada. Porque? Ora, companheiros, nosso partido está muito parecido com o PMDB, lembram da transição do MDB? Dos éticos daquele partido? Vão expulsando, expulsando... O que sobrará?

Disse no sábado da minha perplexidade em constatar que meu partido está sem sede em Canoas. Parece coisa pouca mas não é! Há muito o PT vêm mudando, eu e mais “uns loucos”, utopistas, os de esquerda, os “radicais”, pensamos, digamos, diferente.

Pensamos naquelas coisas que nos motivaram a militar neste partido. Eu nem falei ainda do socialismo... Argh! Para muitos isso é assunto ultrapassado...

Perdoem-me se vou despejando palavras, sem a preocupação da vírgula, do corretor de ortografia e gramática. Sentimento não se enquadra na gramática.

Traduzir o que está acontecendo com a estrela maior (não é o Lula, combinado?) demanda maior raciocínio, ser racional, o que não quero ser agora. Porque não foi essa a motivação que me trouxe ao Partido dos Trabalhadores. Se fosse racional estaria ganhando rios de dinheiro com o capitalismo... ou não?

Recomendo à todos poesia, apesar de tudo.

Ulisses Tavares, publicitário, escritor, compositor, professor de criatividade e com muito orgulho poeta, disse no seu último artigo que: “acaba o século, mas não acaba a poesia. Porque se ela acabar, meu irmão, acabou-se o que de humano nos resta, nossa capacidade de sermos iguais e diferentes, pequeninos e frágeis, mais fortes e maiores que o mundo.”

Eu diria que a poesia têm a capacidade de transformar em sonhos a realidade. É o que estou fazendo no momento. Pensar minha estrela vermelha em todas suas dimensões, ultrapassar suas cinco pontas, centrada em duas consoantes, pensar aqueles por quem lutamos e que nem imaginam porque tudo isso está acontecendo.

Um fraterno abraço à todos e um bom PED,

À luz da irracionalidade...

Gerson Vieira

Membro dos Diretórios PT Canoas e RS

Poeta e Cronista

Escrito para o PED de 2005 em 08/08/2005

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