14 de out de 2008

Desenvolvimento sustentável e seus limites

Foto: Marcos, Parque Tanguá, Curitiba - PR.


*Marcos Vieira


Diante do sistema econômico atual, vemos o amadurecimento de uma crise que antes era dado pelo governo americano como uma crise temporária sem maiores consequências.

Seria este o ínicio da autodestruição do sistema capitalista?

E o desenvolvimento sustentável, ficaria como diante de tudo isso ?

Qual seria o limite do desenvolvimento sustentável?

Seria mesmo impossível o desenvolvimento sustentável no regime capitalista em que vivemos hoje ?

Considerando que, o capitalista investe X dinheiros com o objetivo do lucro, sendo que X dinheiros vira X de capital de investimento, a cada investimento ele ganhará uma porcentagem em cima de X, tendo X+Y dinheiros, sendo que Y = X vezes um número, ou seja uma equação exponêncial.

Então: X + Y = Z Dinheiros, e o capitalista faz rodar esse Z dinheiros para não ocorrer uma desvalorização, reinvestindo o capital e tudo começando desde o príncipio. Aparentemente isso parece simples e sustentável, mas isso gera uma necessidade de expensão, por isso se o sistema do capital para de expandir ele quebra.

Considerando isto seria impossível o desenvolvimento sustentável, porque se tu investe X vai consumir um tanto de recursos naturais, se tu investe X + Y, vai consumir mais do que antes, por isso acreditar que é possível o desenvolvimento sustentável no sistema capitalista fica muito complicado e vira questão de fé, ainda que eu por opinião pessoal prefira a queda desse sistema, o regime capitalista de produção é o maior, senão o único responsável pela aceleração e destruição ambiental porque depende do crescimento ilimitado às custas da super exploração da natureza.

Não poderia ignorar deliberadamente a hecatombe ambiental que ocorreu na URSS em virtude das experiências do regime socialista de produção, até porque acredito que a preservação vem acima do regime que se é adepto. Por mais que o capitalismo seja predatório, o socialismo superou-o em seu desrespeito pela natureza, num regime em que se tinha uma ditadura repressiva como o da União Soviética onde não havia possibilidade de qualquer forma de denúncia ou de ação que pretendesse desacelerar o ímpeto poluidor dos imprudentes agentes econômicos.

A utilização de maneira predatória da natureza pelo regime da União Soviética também produziu efeitos, não em virtude do caráter predatório do socialismo, mas em razão da ignorância de socialistas inautênticos, que pensavam muitas vezes no conflito com o EUA e em mostrar que o regime socialista era melhor que o capitalista e acabavam esquecendo do que o regime tinha como objetivo.

Isto não se trata de defender minha "religião" anti capitalista, mas acredito que, para as coisas funcionarem, temos que ter também honestidade intelectual suficiente para sacrificar alguns socialistas, a fim de não cometermos novamente erros, como o cometido pela URSS na natureza.

Acredito que o homem não tem dimensão exata do planeta em que vive para estabelecer o limite do desenvolvimento sustentável, fato é que, quando uma energia está escassa o homem encontra outra em abundância, veja que com o petróleo escasso o homem busca outras formas de energia como os biocombustíveis.

Como um humanista convicto ainda acredito em um sistema que beneficie a todos, mas para isso precisamos fazer uma reforma interior para depois mudarmos o resto, para que as coisas sejam feitas de maneira inteligente sem destruir a natureza.

Acho que mais do que nunca diante do caos econômico onde, os países pobres tendem a ficar mais pobres, a fome, a miséria e a desigualdade social continuam matando mais pessoas no planeta, temos que nos unir, em busca de uma sociedade melhor, sermos solidários aos que mais precisam e, acreditar sempre, pois quem acredita sempre alcança.

Para saber mais: Limites do Desenvolvimento Sustentável, de Guillermo Faladori, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceria com a Unicamp, editado no ano de 2001 e lançado no ano de 2003.
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*Marcos Vieira, 16 anos, é estudante do ensino médio, em Canoas, no RS e ativista do Movimento Humanista, faz parte do projeto - Juventude: escreva o que pensa!

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